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Fatores Complementares

CHASSIS 
  O chassis é um complemento destinado a receber o filme virgem na câmara escura e posteriormente tirar-se a radiografia, retornar à câmara escura para proceder a revelação, sem o risco de velar o filme, pois o mesmo é hermeticamente fechado, não havendo possibilidade de luz atingir o seu interior. Além disso, facilita em muito o trabalho, poupando tempo, etc…
  Pelo grande auxílio que nos presta, podemos considerá-lo um complemento indispensável em trabalhos radiográficos.
  É um recipiente, cujas medidas obedecem as dos filmes, medindo de fundo 1,5cm. A parte ou a face anterior é feita de metal radio – transparente, alumínio geralmente, a fim de que possa ser atravessada pelos raios X com relativa facilidade e não produzir sombras na imagem radiográfica. A parte posterior como não tem necessidade de ser radio – transparente, é feita de metal mais resistente para poder se adaptar os fechos, etc. Há chassis, cuja face posterior é feita de material pumbífero.
  As duas partes, a anterior e a posterior, são ligadas por dobradiças.
  No interior do chassis se encontram os ecrans intensificadores. Entre o ecran posterior e a face interna do chassis do mesmo lado, existe uma camada de feltro, que serve para vedar a entrada de luz e fazer pressão sobre o filme, fator indispensável para que o detalhe radiográfico não venha a ser prejudicado.
  Os tamanhos dos filmes são: 13/18, 18/24, 24/30, 15/30, 15/40, 35/35, 35/43 e 30/90. 
 
   MESA DE EXAMES. 
  A mesa de exames como complemento do aparelho de raios X tem por finalidade receber o paciente para exames radiográficos ou radioscópicos.
  A mesa de exames deve ser radio transparente, a fim de não produzir sombras na radiografia; por isto é feita de madeira ou matéria plástica como também revestida a madeira de fórmica.
  No centro da mesa, no sentido longitudinal, tem uma linha, que serve como ponto de referência para que possamos centralizar o paciente ou a região a ser radiografada, pois a mesma coincide com o raio central e com o centro do filme. Dá-se o nome de linha centro longitudinal a esta linha. Colocando-se o centro da região a ser radiografada exatamente sobre a L.C.L., infalivelmente o raio central incidirá sobre o centro do objeto e consequentemente no centro do filme.(OBS.: Quando o filme se acha na gaveta do potter bucky).
  Há mesas de exames, que além da L.C.L., possuem várias linhas em sentido transverso que se chamam linhas transversais. Estas linhas servem para indicar a relação exata das laterais do paciente, lateral esquerda e direita.
  As linhas das mesas podem ser designadas por meio de abreviaturas. A centro longitudinal é designada pelas iniciais L.C.L. e as transversais L.T..
  As mesas de exames devem ser dotadas de movimentos, que nos permitam radiografar o paciente em pé ou deitado. Quando o paciente é radiografado em pé dizemos que ele esta em posição ORTOSTATICA e se deitado em DECÚBITO. (OBS.: existem mesas de exames fixas dom tampo móvel ou fixo). Estando a mesa com a cabeceira em nível mais baixo que os pés, dizemos que está em TRENDELEMBURG e estão os pés a baixo do nível da cabeceira dizemos que esta em PRÓ-CLIVE.
  A maioria das mesas de exames são movimentadas mecanicamente controladas por um dispositivo especial situado na mesa de comando ou na sua lateral. As que não possuem movimentos mecânicos, são movimentadas com auxílio de MANIVELA. São bem melhores as movimentadas mecanicamente, pois além de facilitar o manuseio desliga-se automaticamente quando a mesa atingir exatamente a posição HORIZONTAL (deitada) ou posição VERTICAL (em pé). 
 
  ESTATIVAS. 
     As estativas constam de uma estrutura metálica, no formato de um quadro retangular, presas a parede algumas, ou apoiada ao solo, outras em sentido vertical e a finalidade das mesmas é de nos permitir que posicionamos paciente em teleradiografia ou exames que necessitam ser realizados em posição ortostática com menor D.F.F. do que em teleradiografia.
     As estativas são dotadas de um dispositivo para se colocar o chassis com o filme virgem na ocasião de se tirar a radiografia, dispositivo este que pode ser regulado para qualquer altura do paciente desde que não seja de cintura para baixo possibilitando-nos assim examinar paciente de varias estaturas, de modo que a região seja bem localizada para o exame.
     Existem estativas dotadas de DIAFRAGMA P. BUCKY. As estativas são complementos indispensáveis na radiologia, pois muito nos auxiliam nos exames TELERADIOGRÁFICOS ou ORTOSTÁTICOS. 
 
 
GRADE. 
     A imagem radiológica conseguida num filme é devida às diferentes atenuações que o feixe primário sofre, quando atravessa o paciente.
     Radiações espalhadas pelo paciente chegam ao filme, causando uma perda de contraste, sendo portanto indesejáveis.
     Esta radiação espalhada pode ser reduzida por uma grade colocada entre o filme e o paciente.  
(figura 5) 

     Esta grade consiste numa série de faixas de chumbo, de espessura (aproximadamente 0,05 mm), altura h (aproximadamente 2,5mm) e separadas por um material de baixa densidade (separação de aproximadamente 0,35mm). 
     Uma grade é usualmente descrita em termos da “Razão da Grade”, definida por: 
     Razão da Grade = Altura da faixa da grade (h)      ______     r = h
                               Separação entre as faixas (b)                         b  

     As grades podem ser paralelas ou focadas. Nas grades paralelas, as faixas de chumbo são paralelas.     Pela figura anterior, podemos ver que o feixe primário, a partir de uma certa distância W será cortado, limitando assim o tamanho do campo de radiação.      Por triângulos semelhantes: 
 
     _w_   =    _b_          ou            w = f. _b_   =  _f_
      f              h                                      h           r
     Portanto a distância w será o raio máximo do campo a ser radiografado. 
     Exemplo:  f = 100 cm
                       Razão da grade = r = 12/1 = 12 
     Logo: w  =  100 = 8,5 cm
                         12 
 
     Portanto, o campo máximo terá raio 8,5 cm.
     Na grade focada, as faixas de chumbo são colocadas formando ângulos, que acompanham a divergência do feixe de radiação.
     Portanto teoricamente, a grade focada é mais eficiente que a paralela; entretanto, erros no seu alinhamento farão com que a grade absorva mais radiação primária do que a grade paralela.
     Quando a grade é usada (paralela ou focada) as faixas de chumbo aparecem na radiografia como linhas bem finas que, em certos casos podem atrapalhar a análise das radiografias.
     Estas linhas podem ser eliminadas pelo movimento da grade durante a exposição no exame radiográfico.
     Este é o principio da grade chamada “Potter – Bucky”. 
 
  DIAFRAGMA DE POTTER – BUCKY 
     O feixe de raios X proveniente da ampola, é conhecido por RADIAÇÃO DIRETA ou RADIAÇÃO PRIMÁRIA ou ainda RAIOS INCIDENTES  e este feixe é HETEROGÊNEO, isto é, de vários comprimentos de ondas.
      Quando a radiação primária atinge um objeto, se choca com os átomos deste objeto, produzindo nova radiação, que sai do objeto em sentido obliquo, à qual se dá o nome de RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.
      A radiação secundária produzida por objeto de peso atômico inferior ao alumínio, é semelhante aos raios X incidentes, portanto heterogêneos (de vários comprimentos de ondas). A radiação secundária heterogênea chama-se RADIAÇÃO DISPERSA.
      Se o objeto atingido pelos raios X incidentes ou radiação primária, etc., for metal de peso atômico superior ao alumínio, à radiação secundária produzida é HOMOGÊNEA, isto é, são raios do mesmo comprimento de ondas. Este tipo de radiação chama-se RADIAÇÃO CARACTERISTICA (característica dos metais).
      Comparando-se o organismo humano (embora seja uma comparação grosseira) com o que acabamos de expor, chegaremos à seguinte conclusão:
      Os órgãos de tecidos moles, úmidos e gordurosos, ou que contenham líquidos, ao serem atingidos pelo feixe de raios X, produzem radiação secundária DISPERSA, muito prejudicial ao detalhe radiográfico e à saúde de quem manipula o aparelho e os órgãos de estrutura sólida, desde que não possuam muito tecido mole envolvente ou superposto, ao serem atingidos pelo feixe de raios X, produzem radiação secundária CARACTERÍSTICA, que pouco ou nenhuma influência exerce sobre o detalhe radiográfico ou à saúde de quem manipula o aparelho.
      A radiação secundária dispersa nada mais é do que certa quantidade de raios X, que saem do objeto em todos os sentidos e sua maior ou menor quantidade depende de estrutura do órgão ou região a serem radiografados e da quilovoltagem aplicada. Quanto maior a quilovoltagem aplicada, maior a quantidade de radiação secundária será produzida e vice-versa.
      Como sabemos, os raios X devem, ao atravessar o objeto, atingir a película radiográfica em sentido perpendicular e como a radiação dispersa sai do objeto em sentido oblíquo, é óbvio que ao atingir a película (em sentido oblíquo) prejudique a imagem radiográfica, devido às sombras que produz.
       Os tecidos moles, muito espessos, produzem muita radiação secundária dispersa, responsável por sombras nas imagens dos ossos. Radiografias da coluna, principalmente região lombar, dos órgãos abdominais, pélvis, notadamente do feto, são bastante prejudicadas pelo excesso de radiação secundária produzida nestas regiões. Radiografia de feto, a fim de ser bem sucedida, deve ser feito com BAIXA quilovoltagem e ALTA miliamperagem, devido à grande quantidade de líquidos e tecido mole existentes.
      Membros e extremidades, têm pouco tecido mole envolvente, não produzindo, por conseguinte radiação secundária dispersa e as imagens dos ossos se apresentam detalhadas.
      A radiação secundária pode ser absorvida, na quase totalidade, graças a um complemento, inventado pelo Dr. Gustavo Bucky e aperfeiçoado pelo americano Poter.
      Em homenagem a Poter e Gustavo Bucky, esse complemento foi denominado DIAFRAGMA POTER BUCKY.
      Possui uma gaveta que serve par se colocar o chassis, com o filme virgem, no momento de se tirar a radiografia. 
 
  FILTROS 
      Filtro na janela do tubo – um filtro com equivalência de 1 mm (Al) deverá ser obrigatoriamente utilizado para tensão até 90 KV.
     Para tensão superior, a filtragem deverá ser de 2 mm (Al) ou equivalente. 
 
  CONES, CILINDROS E DIAFRAGMAS COLIMADORES. 
 São limitadores de campo. O campo de radiação deverá ser o menor possível. 
 
  FILMES 
 
1 A base do filme radiográfico é constituída por uma película de material transparente, flexível e de grande resistência ( durabilidade); O POLYESTER.
2 Como suporte de aderência dos cristais de brometo de prata, emprega-se uma substância coloidal, geralmente a gelatina orgânica de origem animal. Daí a sua perecividade.
3 A durabilidade de um filme virgem, varia de acordo com o tipo e a procedência, porém, a maioria conserva as suas características , aproximadamente, por 12 meses.
4 Após este período, o material orgânico entra em processo de deteriorização e não mais permite uma boa transparência.
5 Uma vez exposto à ação da luz ou qualquer energia, ionizante, o período de durante diminui rapidamente.
6 Excesso de temperatura ou alto nível de umidade também podem danificar o filme.
7 A sensibilidade do filme é determinada pela quantidade de energia que requer para atingir um determinado grau de precipitação. Quanto menor a quantidade de energia requerida, maior será a sensibilidade do filme.
8 Podemos, então, afirmar que a dosagem necessária para se obter uma boa precipitação é inversamente proporcional à sensibilidade do filme.
9 A combinação de bromo e prata (brometo de prata), assim como outros alógenos de prata tem a grande vantagem de poder variar o tamanho do cristal resultante. Durante a preparação da emulsão, o tamanho dos cristais podem ser pré-estabelecidos.
10 As emulsões de cristais maiores necessitam menor quantidade de energia para um mesmo grau de precipitação. Então,
11 O grau de sensibilidade do filme é diretamente proporcional ao tamanho dos cristais de sua emulsão.
12 São fatores que, também influem na sensibilidade do filme, a espessura e a quantidade da camada da emulsão. Nos filmes radiográficos comuns a emulsão é mais espessa e duplicada. Ambas as faces da película são emulsionadas.
13 Alguns filmes de aplicação especifica como o tipo MN ( medicina nuclear), além de serem emulsionados somente numa das faces, os cristais são extremamente finos o que os torna duplamente menos sensíveis.
14 Tecnicamente, o filme de maior sensibilidade é chamado de “filme brando” e o de menor sensibilidade de “filme duro”. São corretos, também os termos “rápido” e “lento” como sinônimo respectivamente de “brando” e “duro”.
15 Densidade radiográfica, é o grau de precipitação dos cristais de brometo de prata do filme, isto é, o grau de enegrecimento.
16 Se o filme permitir a passagem de 1/10 da luz incidente a densidade fotográfica será igual a 1. Passando 1/100, a densidade será igual a 2. Se passar somente 1/1000, o filme estará quase totalmente negro, e a densidade será igual a 3. Se a luz incidente atravessar o filme estará totalmente transparente e a densidade será igual a 0.
17 Contraste radiográfico é a relação entre as diferentes tonalidades das cores do filme, que varia do preto (opaco) ao branco (transparente).
18 O grau ideal do contraste obtém-se quando as imagens de várias estruturas são perfeitamente visíveis.
19 O excesso ou falta de densidade prejudica o contraste.
20 Nitidez ou definição é a quantidade da imagem radiográfica quando é constituída por pontos e linhas finas e firmes, como se tivessem sido traçados a “bico de pena”.
21 Detalhe Radiográfico – consideram-se dois tipos distintos de detalhes: o mono estrutural e  o poli estrutural. O primeiro refere-se à riqueza de estrutura de uma região constituída por elementos químicos de mesmo número atômico, (tecido ósseo por exemplo). O segundo quando na radiografia apresentam-se imagens de varias estruturas constituídas por elementos de números atômicos diferentes, (por exemplo: trama pulmonar, tecido muscular e tecido ósseo).
22 Filme de cristais de Brometo de Prata menor produz imagem mais nítida. A nitidez da imagem é inversamente proporcional ao tamanho dos cristais.
23 Os vários tipos de filmes radiográficos não podem ser utilizados indiscriminadamente. Cada  tipo possui características diferentes e objetivas, e com finalidades especificas.
MANUSEIO E CUIDADOS ESPECIAIS 
1 Como já foi visto, existe um limite de durabilidade do filme. Portanto, não se deve estocar quantidade superior ao consumo médio de alguns meses.
2 Deve ser armazenado em compartimento arejado e seco e de preferência em sala interna.
3 Manter as caixas dispostas em posição vertical.
4 É aconselhável um sistema de identificação da data de armazenamento de modo a utilizar sempre os mais antigos.
5 Não pode ser armazenado com qualquer produto radioativo.
6 Evitar queda das caixas ou qualquer choque na embalagem.
7 O estoque não pode ser feito próximo das salas de exames radiológicos.
8 Manter na câmara escura somente o necessário para um dia de trabalho.
9 Manusear sempre com delicadeza, segurando-o nos bordos e mantendo a película sempre na posição vertical.
10 Não manter o filme dentro do chassis por mais de 48 horas. Se não for utilizado dentro deste período, deverá retirar e recolocá-la na caixa.
11 Chassis carregados não devem permanecer nas salas de exames e exposto à possível radiação dispersa.
12 Se o processamento for manual, após a imersão no químico revelador,a gelatina se dilata e fica menos consistente. Manusear com cuidado para evitar arranhões.
 
 
 
 
  ECRANS
1 O ecran é constituído por um suporte de material radio transparente e de plástico ou outro similar.
2 A emulsão deverá ser uniforme em espessura e número igual de cristais por cm2.
3 A intensidade da luz emitida pelo ecran  é diretamente proporcional à quantidade de raios X recebida e ao tamanho dos cristais.
4 A nitidez da imagem é inversamente proporcional ao tamanho dos cristais.
5 Para um mesmo efeito luminescente, os ecrans de cristais maiores requer menos raios X.
6 A sensibilidade do ecran é maior quando constituído por cristais maiores e é chamada de ecran rápido.
7 Se os cristais que o constituem forem menores a sua sensibilidade será menor e é denominado ecran lento.
8 Para um mesmo efeito luminescente o ecran lento requer mais raios X.
9 Por menor que sejam os cristais utilizados nos ecrans a nitidez da imagem radiográfica é sempre, menor do que as radiografias tomadas sem ecran.
10 Os ecrans rápidos são utilizados em radiografia que não requeira grande nitidez e que, exija pequena dosagem (tempo de exposição curto). Radiografia de tubo digestivo, por exemplo.
11 Os ecrans lentos são utilizados para radiografias de órgãos fixos e de movimentos voluntários (controláveis). Exemplo: radiografia do esqueleto.
12 A ação dos ecrans intensificadores não infui na potência da radiação. A imagem se intensifica (fica mais forte), porém a qualidade e a intensidade da radiação continua inalterada.
13 Para um mesmo grau de intensidade da imagem, a radiação necessária é bem menor. Por este fato, em proteção e higiene das radiações, os ecrans são considerados um meio de proteção.
14 Em serviço de radiologia geral deve-se utilizar sempre ecrans de sensibilidade uniforme. A variação propicia erros que causam danos materiais e radiação desnecessária.
15 Os ecrans deverão manter um contato uniforme com o filme.
 
 
MANUTENÇÃO DOS ECRANS 
Diariamente abrir o chassis e proceder a limpeza dos ecrans retirando impurezas e resíduos de papel ou do acolchoado com algodão seco.
Evitar a queda do chassis.
Para colocação do filme, manter o chassis com a tampa para baixo e para retirar o filme colocar o chassis sobre a mesa com a tampa para cima.
Não toque na superfície do ecran, principalmente com os dedos úmidos de químico ou suor.
Jamais tente tirar impurezas assoprando. Utilize pincel macio ou algodão seco.
Eventualmente os ecrans poderão ser lavados com algodão embebido de um químico especial ou com água e sabão neutro. A lavagem deverá ser efetuada com grande cuidado.
Após a lavagem, secar com mecha de algodão seco.
 
 
.   FAIXA DE COMPRESSAO 
     A FAIXA DE COMPRESSAO ou FAIXA COMPRESSORA, consta de uma faixa de lona ou plástico, medindo certa de 30cm de largura, com uma das extremidades presa a um engate e a outra a um cilindro.
     O cilindro e o engate são presos na laterais da mesa, um de cada lado, sendo que seus movimentos são livres no sentido longitudinal da mesa, deslizando por uma canaleta (uma de cada lado), podendo desta forma ser utilizada a faixa em qualquer região ou altura do paciente. Fazendo-se girar o cilindro com o auxilio de uma alavanca, a lona ou plástico, que se acha preso ao mesmo, vai se enrolando e à medida que se enrola comprime o paciente.
     A faixa compressora é usada para variados fins destacando-se os seguintes:
     Como meio de proteção contra os raios X, a Faixa de Compressão é usada a fim de comprimir pacientes obesos e reduzir a espessura dos mesmos. Em conseqüência da redução da espessura, a quilovoltagem aplicada será menor, beneficiando o paciente por receber raios X menos duros e ao técnico, por receber menos quantidade de radiação secundária.
     Além disso, a menor quilovoltagem poupa o aparelho pelo menor desgaste.
     Para mobilizar o paciente e mantê-lo sempre encostado à mesa de exames, para exame planigráfo (radiografia feita em diversos cortes ou profundidades) de modo que a profundidade dos cortes seja correta, a faixa de compressão é de grande utilidade.
     Pacientes enfraquecidos pela doença, sendo necessário radiografá-los  em posição ortostática, a imobilidade dos mesmos é conseguida, em certos casos, usando-se a faixa de compressão.
     A faixa de compressão também é usada para Urografia Excretora, ureteres a fim de dificultar a drenagem da urina com o contraste através dos ureteres para a bexiga, concentrando mais o dito contraste nos rins e ureteres, tornando-os mais visíveis na radiografia. 
 
   NUMEROS E LETRAS DE CHUMBO. 
 
     O chumbo é um metal de peso atômico bastante elevado, de sorte que é refratário aos raios X.
      Colocando-se letras ou números de chumbo do lado externo do chassis, no sentido da incidência dos raios X, estas letras ou números não será atravessados pelos raios X, estas letras ou números não será atravessados pelos raios X e os contornos dos mesmos serão projetados na película radiográfica, tornando-se visíveis após a revelação.
      Os números de chumbo são muito usados para identificar em alguns exames o tempo decorrido, por exemplo, Urografia excretora e trânsito intestinal.
      As letras de chumbo são usadas para assinalar o lado da região do paciente a ser radiografada (lado direito com um D. ou lado esquerdo com um E.) ou a posição do paciente ( perfil direito com P.D. ou antero posterior AP.) e etc… 
   PLACAS DE CHUMBO. 
     Complemento de grande utilidade, as placas de chumbo nos permitem radiografar um órgão várias vezes num só filme, facilitando ao médio a leitura, poupando material, tão caros atualmente, não deixando de dar também um bom aspecto a radiografia.
     Certos exames planigráficos do tórax também se faz com placa de chumbo, como por exemplo do terço superior, terço médio e terço inferior do pulmão. Chama-se PLANIGRAFIA SEGUIMENTAR esse tipo de exame. Faz-se quatro exposições num só filme. 
  SAQUINHOS DE AREIA OU ISOPOR. 
     Angular o paciente em decúbito, em muitos casos seria quase impossível sem o auxilio dos saquinhos de areia ou do isopor.
     Calculando-se o paciente, quando angulado, torna-se mais completa a IMOBILIDADE do mesmo, fator indispensável para não prejudicar o detalhe radiográfico.
     Além de nos auxiliar na ANGULAÇÃO do paciente, também são usados para radiografias ampliadas. Para se ampliar o escafóide por exemplo, coloca-se 18cm de isopor e o punho do paciente em cima, de modo a aumentar a distância objeto filme e a imagem projetar-se-à ampliada na película radiográfica. Como sabemos, QUANTO MAIOR A DISTÂNCIA OBJETO FILME, MAIOR SERÁ A DISTORÇÃO.
     Usa-se areia ou isopor para esse fim por ser RADIO TRANSPARENTES e não produzir sombras na imagem radiográfica.
     Farinha de trigo também é radio transparente porém, oferecem certos inconvenientes, notadamente o mofo, etc., que nos impede de intensificar seu uso. 
 
.   PROCESSAMENTO 
            Processamento significa revelar, enxaguar, fixar, lavar e secar o filme.
1 O termo radiografia deve ser usado, somente após o processamento.
2 A imagem latente, gravada pela ação dos raios X e da luz (ecran) se torna visível após a revelação.
3 O processamento pode danificar uma radiografia, mas nunca melhora-la.
4 “Salvar” uma radiografia é a tentativa de interromper o processo de um filme super exposto. A imagem fica mais clara e dá a falsa impressão de ter sido salva, porém esta interrupção, muitas vezes interrompe também, a formação de detalhes importantes. Portanto:
5 Nunca deve tentar “salvar” a radiografia. Repita o exame.
6 O recinto de processamento é denominado câmara escura.
7 Os filmes radiográficos são menos sensíveis à luz vermelha e amarela. Isto permite que o processamento seja realizado com luminosidade relativamente aceitável.
8 Os químicos do banho revelador são: Metol, Hidroquinona, Sulfito de Sódio, Carbonato de Sódio e Brometo de Potássio; respectivamente redutor rápido, redutor lento, preservador, acelerador e retardador.
9 O metol revela detalhes e o hidroquinona representa o contraste.
10 O grau de enegrecimento do filme ( densidade fotográfica) depende:  
   a) da quantidade de energia recebida.     
   b) do tempo de permanência no revelador.
   c) da temperatura do banho.
12 A relação tempo/ temperatura varia de acordo com a procedência e qualidade dos químicos. De um modo geral a relação média é aproximadamente:
20º C – 4 minutos
25º C – 2 minutos
30º C – 30 segundos
 
13 Revelado no tempo/temperatura recomendado, todos os Ag Br, que receberam energia já reduziram. Após este tempo, a permanência no revelador começa a prejudicar a imagem, produzindo um velamento amarelo pálido (Vel químico).
14 Temperatura excessivamente alta pode dissolver a gelatina provocar estrias (enrugamento).
15 O sulfito de Sódio, a medida que combina com o oxigênio do ar se esgota e o processo de oxidação passa a ocorrer com os redutores e diminui a eficiência do revelador.
16 O tanque de revelação deve ser mantido bem fechado e somente abrir o tempo necessário para a introdução e a retirada do filme.
17 Após a revelação de aproximadamente quatrocentos filmes tamanho 24/30, o revelador estará totalmente esgotado.
18 Mesmo que não tenha atingido esta média, o banho deverá ser trocado após 15 dias de uso.
19 O esgotamento é gradativo, e pode continuar revelando após este limite, mas já estará causando prejuízo à imagem.
20 O revelador é um meio alcalino e pode, facilmente ser danificado por um meio ácido, como o fixador.
21 Quando o filme sai do banho, retira uma quantidade considerável de revelador, baixando o nível à proporção de 1 litro para cada 30 filmes tamanho 24/30, mesmo que tenha sido escorrido o máximo possível.
22 Escorrer o excesso de químico é um procedimento correto porém não deve ultrapassar mais que cinco segundos, pois a ação  dos redutores continua atuando.
23 O nível do tanque deverá ser completo sempre com revelador jamais com água pura.
24 O carbonato de sódio dilata a gelatina da emulsão e diminui sua aderência. Um cuidado extremo deve ser tomado para não causar ranhuras.
25 O revelador em repouso se decanta após algumas horas. Periodicamente deverá ser agitado com um bastão de madeira ou de plástico. O bastão do revelador deverá se exclusivo. Nunca utiliza-lo na agitação de outro químico.
 
 
  PROTETORES. 
     Avental plumbífero, luvas plumbíferas, biombo plumbífero, vidros pumblíferos, filtro, cones e cilindros, diafragma fluoroscópico, ecrans intensificadores, faixa de compressão, fatores elétricos bem dosados e distância foco objeto.
     O avental plumbífero, as luvas plumbíferas, o biombo plumbífero e o vidro plumbífero, são usados como meio de proteção pelo médico radiologista e pelo técnico, contra radiação primária e secundária.
     O filtro, além do médico e do técnico, também o paciente protege, pois filtra o FEIXE DE RAIOS X absorve TOTALMENTE os RAIOS PARASITAS.
     Os cones e cilindros protegem o paciente, o médico e o técnico.
     O paciente é beneficiado, porque os cones e cilindros RESTRINGEM a divergência dos raios X e REDUZEM a área de incidência dos mesmos e em conseqüência da redução da área de incidência, menor quantidade de radiação secundária será produzida, beneficiando assim o médico radiologista e o técnico.