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Alongamento

11 jul Notícias | julho 11, 2014

O famoso pintor francês Toulouse-Lautrec, depois de um acidentena infância, não conseguiu desenvolver mais suas pernas. O poeta português Guerra Junqueiro sensibilizava-se muito com a figura de uma moleirinha que, com uma das pernas mais curta que a outra, apoiava-se a um bordão e caminhava com dificuldade: tóc, tóc, tóc.
 
O dr. José Carlos Affonso Ferreira, ortopedista do Instituto Penido  Burnier, talvez não tivesse solução para o caso de Toulouse-Lautrec, mas certamente teria curado a moleirinha de Guerra Junqueira.

 Ë que, de maneira pioneira em nosso país, o dr.José Carlos está aplicando um novo método para equalização dos membros inferiores: quando o paciente apresenta uma das pernas menor do que a outra, ele as faz iguais.
Tradicionalmente são empregados três métodos básicos para se conseguir a equalização: ou se aumenta mecanicamente o comprimento do membro curto, ou se estimula seu crescimento ou então se diminui o membro longo por parada do crescimento ou por ressecção de parte óssea.

Primeiro método. Neste caso, o encompridamento mecânico é obtido por divisão do osso e distração (ação de “puxar”) imediata.
O método perdeu popularidade em virtude de inúmeros inconvenientes: cicatrizes aderentes, agravamento ou desenvolvimento de deformidades dos pés, fratura no local da divisão óssea, infecções e em alguns casos até necessidade de amputação.

 Segundo método. Estimula-se o crescimento do membro curto inserindo-se material estranho irritante nas proximidades da placa de crescimento ósseo. Os resultados são imprevisíveis.

Pode-se também, por meios cirúrgicos, criar-se uma fístula ligando-se uma artéria a uma veia e originando-se um curto-circuito de suprimento sanguíneo na base do membro que se deseja aumentar.
Também neste caso os resultados são imprevisíveis: o membro não aumenta na dimensão esperada e às vezes até mesmo encurta.

 Terceiro método. Pose-se ainda parar o crescimento do membro mais longo ou então, quando este já se desenvolveu, diminuí-lo por Ressecção Óssea. Embora os resultados sejam seguros e rápidos, este método é impopular porque diminui a estatura do paciente, acarretando considerável prejuízo estético.
Quando o paciente chega ao consultório do dr. José Carlos e tem menos de 15 anos, é quase certo que o nôvo método será empregado. Até essa idade os resultados são bastante seguros.

Antes de mais nada é feita a medição dos ossos mediante radiografia. Duas réguas, uma em cada perna, permitem a leitura direta, na radiografia, da diferença de crescimento. A operação fará crescer o membro mais curto até 5centimétros e meio. 

A operação propriamente dita é simples. Não é necessário abrir-se a perna do paciente a bisturi. Com uma broca fazendo-se algumas perfurações que enfraquecem o osso. Em seguida, com um golpe de caratê , fratura-se o osso. O mais importante é que o periósteo, a rica película que envolve o osso e que desempenha preponderante papel na formação do calo ósseo, é mantida. Permanece como uma capa em  torno do osso artificialmente fraturado.

A seguir, aplica-se um aparelho de distração, quer dizer, um mecanismo destinado a puxar o osso. Os pinos do aparelho atravessam o osso acima e abaixo do local da fratura. A distração é feita lentamente, ganhando-se 1,6 mm por dia.

No espaço que se vai abrindo entre as extremidades da fratura forma-se aos poucos um calo ósseo, cuja alimentação é garantida pela permanência do periósteo. Depois de um mês o espaço já é de cerca de5,5 cm. O calo ósseo vai endurecendo. E, em breve, os membros estão equalizados ou quase.
O paciente já pode ir pensando nas chuteiras e em candidatar-se a uma vaga no Santos…

Entre as muitas vantagens do método deve ser citada esta: não havendo necessidade de esticar bruscamente as artérias, veias e nervos do membro, evitam-se lesões no pé que poderiam ser irreversíveis. Além disso, a exposição cirúrgica do osso é mínima. O tempo de anestesia e de cirurgia é bem reduzido. As possibilidades de infecção óssea (osteomiolite) diminuem grandemente.

O dr. José Carlos vem obtendo ótimos resultados na aplicação dessa técnica pioneira no Brasil. E, na Inglaterra, o dr. W.V. Anderson, inventor do método, já conseguiu cerca de 300 resultados positivos!