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Baixas temperaturas agravam dor em pacientes com artrose

12 jun Notícias | junho 12, 2010

O atendimento a pacientes com dores nas articulações chega a aumentar 30% no inverno, de acordo com dados do Instituto Affonso Ferreira

Com a chegada do frio, são comuns pessoas de idades mais avançadas se queixarem de dores nas articulações. Nesta época do ano, o que a maioria das pessoas sonha é ficar mais tempo na cama embaixo das cobertas, ou mesmo ficar encolhido próximo ao calor de uma lareira ou dos aquecedores, tão comuns hoje em dia. A artrose, quadro que frequentemente acomete idosos, é uma grande vilã no período que compreende os meses mais frios do ano. Com a queda de temperatura, pacientes que já sofrem desta doença costumam ter as dores agravadas nessa época. O fato pode ser comprovado no aumento do número de atendimento a pacientes com dores nas articulações durante o inverno. Segundo dados do Instituto Affonso Ferreira em Campinas (SP), há um acréscimo de cerca de 30% no atendimento a pacientes com dores nas articulações.

Segundo a fisioterapeuta-chefe do Instituto Affonso Ferreira, Sylvia Helena F. da Cunha Henriques, a artrose provoca crises de dor geralmente nos meses mais frios do ano ou então após muito esforço. “A dor costuma se agravar porque no inverno as pessoas ficam mais encolhidas, os músculos mais contraídos, há uma diminuição no fluxo sanguíneo por constrição vascular e a friagem deixa a sensibilidade mais evidente”, explica Sylvia.

Esta afecção dolorosa das articulações ocorre por insuficiência da cartilagem, ocasionada por um desequilíbrio entre a formação e a destruição dos seus principais elementos, associada a uma variedade de condições como: sobrecarga mecânica (esforço sobre a articulação), alterações bioquímicas da cartilagem e membrana sinovial (comuns em algumas doenças reumáticas) e fatores genéticos.

Os conhecimentos adquiridos recentemente no estudo dos mecanismos através dos quais a artrose se estabelece levaram a uma alteração no conceito da doença. Antes, a artrose era considerada uma doença progressiva, de evolução arrastada, sem perspectivas de tratamento, encarada por muitos como natural do processo de envelhecimento. Hoje, no entanto, é vista como uma enfermidade em que é possível modificar o seu curso evolutivo, tanto em relação ao tratamento sintomático imediato, quanto ao seu prognóstico.

A fisioterapeuta destaca que durante o inverno devem-se realizar exercícios físicos principalmente com o objetivo de minimizar o desconforto provocado pelas dores articulares e melhorar a qualidade de vida. “O ideal é manter a caminhada entre 20 e 30 minutos diários, mas alguns cuidados precisam ser tomados nos dias frios. Recomenda-se fazer exercícios de aquecimento antes de esforços maiores e sempre no final executar os alongamentos musculares. De preferência, os exercícios devem ser supervisionados por um profissional da área, já que é preciso desenvolver movimentos específicos, que não podem ser realizados em demasia ou mesmo em quantidade inferior ao necessário”, explica Sylvia. Ela lembra ainda que, para quem não quer enfrentar as manhãs frias e escuras de inverno, alguns exercícios matinais realizados em casa melhoram a circulação do sangue e podem aliviar bastante as dores.

O controle da dor

A advogada Elza Maria Narcélio Baider, 70 anos, paciente do Instituto Affonso Ferreira, conta que aprendeu a lidar com as dores nas articulações praticando exercícios matinais. “São 19 anos aprendendo a lidar com a artrose. Já fiz de tudo – de cirurgias a medicamentos – e não há nada que melhore o meu dia e amenize as dores do que exercícios matinais com os alongamentos, realizados nos últimos 4 anos segundo as orientações recebidas no Instituto Affonso Ferreira”. A paciente relata ainda que, antes de optar pelos exercícios, fez uso de uma medicação violenta, o que deu início a uma úlcera. “Só assim, com a fisioterapia onde realizo um programa de exercícios físicos, eu consegui parar de tomar o remédio. Hoje me sinto muito melhor e com uma qualidade de vida que busco melhorar sempre”, confessa.