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Médico brasileiro enviado ao Haiti retorna ao Brasil

22 fev Notícias | fevereiro 22, 2010

Presidente da ONG Expedicionários da Saúde, o ortopedista Ricardo Affonso Ferreira, que embarcou rumo ao Haiti para ajudar no atendimento médico às vítimas do terremoto, já está no Brasil e conta sua experiência

No total, foram 19 dias de uma batalha diária, desdobrando-se para dar conta dos casos de emergência, feridos infeccionados, doentes crônicos, partos, acompanhamento pós-operatório e cuidados de saúde primários na cidade de Les Cayes, uma das regiões mais atingidas pelo terremoto que devastou o Haiti no início do ano. Na bagagem de volta apenas a certeza de ter feito tudo o que foi preciso fazer, novos planos e a necessidade de voltar para dar continuidade ao atendimento médico e hospitalar à população do Haiti. “Só estando lá, vivenciando o caos provocado por um terremoto daquela magnitude, para entender das dificuldades encontradas – tanto pela população, quanto pelos médicos – em manter a estabilidade emocional e seguir a diante. Para eles, qualquer tipo de ajuda, apoio, ou até mesmo um simples aperto de mão, um sorriso e um desejo de boa sorte é supervalorizado. E é isso que nos motiva”, conta o ortopedista Ricardo Affonso Ferreira, membro do Instituto Affonso Ferreira e presidente da ONG Expedicionários da Saúde.

Instalados no Hospital Canadense Brenda Strafford, em Les Cayes, cidade localizada a 150 quilômetros da capital Porto Príncipe, Ricardo comenta que os “Doctor Brasilien” – que na tradução livre quer dizer “Doutores Brasileiros” –, como são conhecidos pela população, tornaram-se referência na região para tratamento de casos ortopédicos complexos. “São dezenas de pessoas que chegam diariamente ao hospital trazendo cartas de recomendações e encaminhamento de diversos centros de triagem e tratamento de muitas partes do país”, relata o ortopedista. “A habilidade, a dedicação e, principalmente, o carinho de toda a equipe de médicos que compõe os Expedicionários da Saúde para com a população haitiana conquistou-os definitivamente”.

Ricardo conta que a maioria dos haitianos que chega para ser atendida pelos médicos dos Expedicionários da Saúde vem com a camiseta da Seleção Brasileira, ou com a estampa da nossa bandeira, ou apenas com o nome do Brasil estampado na roupa, como forma de agradecimento pelos serviços prestados. “É incrível como mesmo em um momento de muita dor, como este, eles têm a preocupação de querer nos agradar e agradecer”, descreve.

No total são 28 voluntários, formado por médicos, enfermeiros, cirurgiões, anestesistas, radiologistas e instrumentadores, que continuam com os atendimentos médicos no Haiti. A demanda, segundo Ricardo, é superior a capacidade de atendimento de cerca de 15 cirurgias diárias que, a depender da complexidade dos casos, o número de atendimentos cai. “Selecionamos os casos mais difíceis e complexos e, com o coração apertado, somos obrigados a declinar o tratamento imediato para os que possuem estado de saúde menos crítico, já sabendo que será muito difícil encontrar auxílio em outro local. Eles entendem a situação e não há mágoas ou exaltações por conta disso”, relata Ricardo.

Como ainda não há data prevista para finalização dos atendimentos no Haiti, o pessoal dos Expedicionários da Saúde montou outras duas equipes que querem ir à Les Cayes, enquanto outros precisam voltar para o Brasil para rever familiares e resolver questões pessoais. De acordo com Ricardo, a segunda equipe viajou rumo ao Haiti no dia 10 de fevereiro, e uma terceira equipe de médicos viajará no dia 25 de fevereiro.