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Plataforma Vibratória combate osteoporose e é aliada no processo de reabilitação dos pacientes

16 fev Notícias | fevereiro 16, 2011

Equipamento pode ser utilizado em programas de reabilitação, condicionamento físico e relaxamento. Tecnologia está disponível no Instituto Affonso Ferreira, em Campinas

Muito procurada nas academias de ginástica com o propósito de enrijecer músculos, a Plataforma Vibratória também pode ser utilizada  em clínicas de fisioterapia com fins de reabilitação física por acidentes ou doenças degenerativas onde se concentra a principal indicação – garante a fisioterapeuta-chefe do Instituto Affonso Ferreira, Sylvia Helena F. da Cunha Henriques.

A fisioterapeuta explica que o princípio da estimulação mecânica acontece por meio de vibrações de uma base. O paciente fica sobre uma plataforma que gera vibração em diversas frequências, direções e amplitudes. O estímulo é transmitido para o corpo, fortalecendo músculos e produzindo força e potência. A vibração pode melhorar a concentração de cálcio nos ossos, o equilíbrio, a agilidade e a marcha.  “O treino sobre a plataforma vibratória consegue recrutar muito mais fibras musculares devido a necessidade de buscar constantemente um ponto de equilíbrio pela ação da vibração”, explica Sylvia.

A vibração do corpo inteiro (VCI) ou o treinamento com vibração é um tipo relativamente novo de exercício da indústria do “bem estar”. Anteriormente utilizados por astronautas, esse tipo de treinamento foi relatado em estudos em animais e em humanos para ter efeito positivo na densidade mineral óssea (DMO), semelhante ao do exercício aeróbico. Alguns estudos também comparam o efeito da vibração do corpo inteiro e treinamento de resistência na força muscular com resultados positivos.

Plataformas vibratórias atuais realizam vibrações em uma freqüência entre 15 e 60 Hz. Porém, as freqüências também são consideradas fatores causadores de dor lombar e distúrbios circulatórios como fenômeno de Raynaud. No entanto, as lesões relacionadas com a vibração (dor nas costas, desconforto muscular, etc) podem ser evitadas através da limitação da duração do exercício na plataforma que, segundo a fisioterapeuta, não deve passar de 10 minutos.

O treinamento com vibração tem sido usado como estratégia não apenas para prevenir e combater a osteoporose, doença bastante presente em mulheres idosas. Estudos mostram também que a vibração pode melhorar o equilíbrio e a marcha, habilidades importantes na manutenção da funcionabilidade de pessoas idosas, proporcionando melhor qualidade de vida. Sylvia explica que estudos comprovam o potencial benefíco da plataforma vibratória no equilíbrio e funcionalidade nos idosos, mas lembra que a atividade precisa ser realizada sob a supervisão de um fisioterapeuta para se evitar os riscos de lesões.

A vantagem da plataforma, segundo Sylvia, é poder associar os exercícios no equipamento à fisioterapia convencional e obter resultados em menor tempo para cada sessão. O efeito benéfico do treinamento é visto em médio e longo prazos. Não se sabe ainda se os benefícios da VCI desaparecerão após a interrupção da prática, como tem sido mostrado com outros tipos de exercício.

Com relação a utilização das plataformas vibratórias em academias, Sylvia ressalta que ainda não é possível saber se o treinamento no equipamento aumenta o poder de perda de peso. Segundo ela, alguns estudos deverão ser realizados para esclarecer a respeito do possível benefício. “O recomendável é sempre procurar fazer uma avaliação com especialistas da área antes do treino no equipamento, a fim de evitar prejuízos à saúde”, conclui.