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Pouco tempo depois de operar o quadril, cavaleiro conquista o vice no Paulista de Enduro Equestre

09 jan Notícias | janeiro 9, 2012

Arquiteto passou pelo recapeamento e supera a expectativa de médicos com o vice no Estadual de Hipismo

Renato Beneplácito

Considerada uma das técnicas mais inovadoras na área da ortopedia mundial, o Ressurfacing, ou recapeamento, como é conhecido, vem superando as expectativas de médicos e pacientes submetidos à cirurgia. Um exemplo é o arquiteto Renato Beneplácito, 48 anos, que, após 90 dias da realização do recapeamento conquistou o vice-campeonato paulista de enduro equestre, na categoria 40km. “Sinto-me bem melhor hoje. A cirurgia superou todas as minhas expectativa e levo uma vida normal, com a diferença de não sentir mais dores na região do quadril”, diz Beneplácito, que teve a ajuda da fisioterapia em sua reabilitação. O procedimento foi realizado pelo ortopedista Ricardo Affonso, do Instituto Affonso Ferreira de Campinas, pioneiro na realização da técnica de recapeamento no Brasil.

Tradicionalmente, as artroplastias totais do quadril, popularmente conhecidas como Cirurgias de Próteses Totais, correspondem à amputação da cabeça do fêmur (que se articula com a cavidade acetabular, na bacia, constituindo a junta do quadril), que é substituída por material metálico ou mesmo cerâmico. A cavidade acetabular é revestida por uma capa de materiais variados – o mais tradicional é o plástico (polietileno) de alta densidade. Pela técnica de recapeamento, a cabeça femoral não é amputada, mas simplesmente “recapeada” com capa metálica do mesmo tamanho da cabeça óssea e a cavidade acetabular é também “recapeada” com cúpula metálica.

Segundo Ferreira, a técnica é bastante recomendada para pacientes jovens que, por exigirem mais de suas articulações, necessitam de juntas novas mais estáveis e duradouras. “Foi o que aconteceu com Beneplácito, que teve uma recuperação surpreendente e melhorou a sua qualidade de vida, tornando-se vice-campeão no esporte que tanto ama”.

Somente ortopedistas especializados e treinados estão habilitados para realizar o ressurfacing. De acordo com Ferreira, a técnica é extremamente cautelosa, com um número expressivo de desafios em função do posicionamento e do tamanho da prótese e exige conhecimento de causa e experiência. “Mas os benefícios são evidentes e vão desde a estabilidade da nova articulação e do mínimo desgaste entre as próteses, até rapidez na recuperação do paciente, que, em sua grande maioria, consegue se movimentar tranquilamente nas primeiras 24 horas do pós-operatório”, conclui.