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Problemas ortopédicos podem comprometer o desenvolvimento físico de crianças

22 dez Notícias | dezembro 22, 2011

Botas ortopédicas pesadas, palmilhas grossas e crianças reclamando do incômodo causado por esses “objetos de tortura” faziam parte do cenário dos pequenos que nasciam com alguma deformidade nos pés ou, por algum motivo, apenas cambaleavam. O avanço da ortopedia pediátrica e o aperfeiçoamento de técnicas ortopédicas permitiram que muitos desses tratamentos se tornassem desnecessários. “O mais comum é o acompanhamento especializado do desenvolvimento da criança e a análise da gravidade do problema. Em muitos casos, deformidades dos pés e joelhos são corrigidos espontaneamente com o avanço da idade, evitando a necessidade de uso de aparelhos, calçados especiais e também intervenções cirúrgicas desnecessárias”, avalia Bruno Livani, ortopedista pediátrico do Instituto Affonso Ferreira.

Além do pé plano, conhecido também como pé chato, outras deformidades como as que acometem a coluna (escoliose), o quadril (luxações e discrepâncias), pés tortos, desigualdade no comprimento dos membros inferiores, seqüelas de traumas, infecções, mal formações congênitas, síndromes raras e paralisia diversas também comprometem o desenvolvimento físico das crianças. Segundo Livani, o tratamento ortopédico infantil exige conhecimento e responsabilidade com o compromisso de qualidade e resultados que resistam ao “teste do tempo”. “Tratar de uma criança, seja qual for o tratamento proposto, precisam oferecer resultados que sejam satisfatórios por toda a vida do indivíduo, e não por apenas alguns anos e poucas décadas. Além disso, a técnica utilizada precisa ser minimamente invasiva e delicada para que não aconteça nenhum tipo de trauma cirúrgico. Em compensação, as crianças têm um poder de regeneração muito mais alto que os adultos, o que torna a recuperação mais rápida e eficiente”.

O ortopedista, no entanto, chama a atenção para o fato das crianças portadoras de paralisia cerebral ocuparem o primeiro lugar em números de atendimentos em seu consultório, o que corresponde a cerca de 30% das consultas mensais. Livani explica que a maioria das crianças que, por algum motivo, tiveram causas pré natais, durante o parto ou pós natais, tem acometimento predominante de deformidades nos membros inferiores. “Porém, a depender do grau de lesão do sistema nervoso central, algumas podem ter sequelas mais graves”, explica.

Como na paralisia cerebral só é possível tratar alterações osteomusculares, que são as conseqüências e não a causa do problema (que é cerebral), Livani explica que o tratamento ortopédico tem como objetivo a melhora da função motora da criança, o que contribui diretamente para uma melhor qualidade de vida da criança, dos pais, familiares e cuidadores. Nestes casos, o tratamento, que deve ser sempre individualizado, por ser feito por meio de órteses – um tipo de aparelho que auxilia na função dos membros acometidos, podendo ser utilizado no auxílio dos membros superiores para atividades manuais ou nos membros inferiores para melhor apoio das atividades em solo e desenvoltura da marcha – e também cirúrgico, caso a necessidade seja corrigir deformidades do tronco ou dos membros. “Nas crianças mais gravemente afetadas, o procedimento cirúrgico pode melhorara a qualidade de vida do paciente, através de facilitação da higiene pessoal, melhoria nas condições de para o posicionamento em cadeiras de rodas e alívio de quadros vigentes ou potenciais de aparecimento de dor”, finaliza.