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Técnica de artroscopia auxilia na prevenção de uma das principais causas de artrose do quadril

30 dez Notícias | dezembro 30, 2011

Minimamente invasiva, a cirurgia é muito procurada por pessoas que querem curar lesões e deformidades ósseas na região do quadril

Nenhuma dor no quadril, na região lombar da coluna ou que se estenda aos membros inferiores deve ser menosprezada. De acordo com o ortopedista Marcelo Witemburg Alves, traumas no quadril geralmente não vêm acompanhados de sintomas específicos, mas quando não tratados podem levar ao desenvolvimento de doença conhecida como osteoartrose do quadril. O problema, que atinge cerca de 10% da população, e é mais frequente em adultos de meia idade e idosos acima de 65 anos, pode surgir também em adultos entre 40 e 50 anos de idade e jovens que exageram nos exercícios físicos, por ser caracterizada pelo desgaste da cartilagem que forra as extremidades das juntas dos ossos.

Referência no país em tratamentos ortopédicos, o Instituto Affonso Ferreira, situado em Campinas, orgulha-se de ter como um dos marcos mais importantes de sua história o fato de ter sido pioneiro ao trazer para o Brasil, no final da década de 80, o procedimento de artroscopia. A técnica, até hoje considerada inovadora, inicialmente era feita somente no joelho e, posteriormente, no ombro, quadril, punho e cotovelos. “O procedimento, que alia à necessidade de curar a lesão do paciente e devolvê-lo ao mercado de trabalho o mais breve possível, reflete na procura cada vez maior por informações e realização da cirurgia”, garante Wiltemburg, especialista em cirurgias artroscópicas, único em Campinas com experiência significativa que realiza artroscopia em ombro, quadril e joelho e um dos profissionais mais respeitados do país.

O procedimento vem ganhando popularidade, o que contribui diretamente para o aumento exponencial nas cirurgias artroscópicas na região do quadril. Segundo Wittemburg, o aumento da demanda diz respeito à inovação da técnica – que é bem menos invasiva, garante precisão e recuperação rápida – e também a popularização do procedimento, já que esse tipo de cirurgia é coberta pela maioria dos planos de saúde. Mesmo assim, o ortopedista alerta que é imprescindível que o paciente conheça e busque referências sobre o médico que pretende realizar o procedimento. “Uma cirurgia mal feita pode comprometer toda a estrutura vascular e nervosa ao redor do quadril e resultar em um trauma ainda maior”, explica.

“Apesar de parecer simples, a técnica exige um grande aprendizado. A cirurgia consiste na introdução de uma micro-câmera na articulação e as imagens, obtidas por meio de um monitor, permitem que seja verificada a presença ou não de tecidos lesionados”, explica. Segundo Wittemburg, o procedimento é muito difícil e trabalhoso, o que contribui para que a maioria dos médicos opte por fazer a cirurgia aberta. “Quando o paciente é submetido ao procedimento convencional, ou seja, cirurgia aberta, os tecidos normais periféricos, como músculos e até parte óssea do fêmur, são abordados cirurgicamente, o que contribui para uma morbidade maior e, consequentemente, aumento de complicações como sangramentos e infecções. Na artroscopia, isso não ocorre”.

Segundo o ortopedista, o procedimento no tratamento de patologias do joelho e demais regiões por vias artroscópicas pode até ser familiar para muitos médicos. Entretanto, o uso do artroscópio para examinar e tratar certas doenças do quadril é um novo conceito para os profissionais da área de saúde. “Nossa experiência com artroscopia tem sido muito gratificante, tanto para nós (médicos) como para os pacientes. Porém, é importante ressaltar que a artroscopia do quadril é um procedimento muito trabalhoso, tecnicamente complexo, o que exige muita paciência e experiência. Por isso, poucos médicos no Brasil realizam esse tipo de cirurgia no quadril”, lembra Marcelo.

Treinamento no exterior

Atento as novidades na área de ortopedia, o Instituto Affonso Ferreira promove diversos cursos de reciclagem para sua equipe médica. O ortopedista Marcelo Witemburg Alves, especialista em videocirurgia, viaja com frequência a diversos países da Europa, além dos Estados Unidos, para participar de congressos e treinamentos no exterior. Ainda este ano, o ortopedista participará de pelo menos 4 cursos nos EUA sobre artroscopia, inclusive como palestrante, para treinamento de novas técnicas cirúrgicas de artroscopia em cadáveres. Segundo Witemburg, os treinamentos acontecem no exterior porque no Brasil ainda não há licença para esse tipo de laboratório.