Close

Voc ainda no um membro? Registre-se agora.

lock and key

Log in.

Account Login

Esqueceu sua senha?

Horários de Funcionamento

Consultas: de 2ª a 6ª, das 8h às 18h. Marque já sua consulta.
Fisioterapia: de 2ª a 6ª, das 8h às 19h, somente com hora marcada.
Marcação de consultas e Fisioterapia: até as 18h.

Alongamentos Ósseos

Alongamentos Ósseos

O alongamento ósseo é procedimento cirúrgico que pode ajudar na correção de irregularidades do crescimento ocorridos na infância ou mesmo defeitos por seqüelas de acidentes, ou ainda para efeito estético, indicado em indivíduos de baixa estatura que queiram crescer após o fechamento das placas de crescimento.

Nesta cirurgia o osso é cuidadosa e vagarosamente alongado após ser cortado e novo osso ocupará a zona alongada. Correções de angulações poderão também ser conseguidas pelo mesmo processo.

O histórico do alongamento ósseo começou no século XIX quando alguns cirurgiões se preocuparam na correção das discrepâncias entre os membros inferiores ou em indivíduos de baixa estatura.

No entanto a técnica realmente evoluiu no século XX quando o cirurgião siberiano Ilizarov descobriu o fenômeno da “osteogênese por distração” (afastamento dos fragmentos), ou seja, a habilidade do osso de se regenerar, preenchendo o espaço criado pela cirurgia com novo osso.

Ilizarov desenvolveu um fixador externo para conseguir o alongamento ósseo, o que mudou a vida de milhares de pacientes.

Paralelamente ao desenvolvimento dos fixadores externos, sistemas de fixação interna (ou seja, dentro do osso) foram investigados e implementados na prática cirúrgica para o tratamento de fraturas.

Em 1939, durante a 2° Grande Guerra Mundial, o cirurgião alemão Gerhard Kuntscher usou pela primeira vez um pino intramedular promovendo estabilidade nas fraturas do fêmur, iniciando assim a popularização do seu uso em outros ossos longos.

Com a experiência no tratamento das fraturas usando os pinos intramedulares bloqueados, estes passaram também a ser usados como coadjuvantes dos alongamentos ósseos.

Este desenvolvimento foi extremamente benéfico para os pacientes, pois são muito mais confortáveis e aceitos do que os fixadores externos, gessos, etc. sem os incovenientes emocionais, físicos, familiares e sociais.

Além disto, o uso dos pinos intramedulares consegue reduzir o tamanho das incisões, reduzem a fase dolorosa e também as complicações vásculo-nervosas e infecções.

Durante o seu período de pós-graduação nos Estados Unidos, a partir de 1957, onde passou 5 anos em hospitais ortopédicos: St. Francis Hospital (Illinois), Campbell Clinic (Tennessee) e na New York University, o Dr. José Carlos Affonso Ferreira participou de centenas de casos cirúrgicos usando os pinos intramedulares, na época relativamente novos no mercado de materiais para tratamento das fraturas, principalmente do fêmur e da tíbia.

De volta ao Brasil e com este cabedal, o Dr. José Carlos desenvolveu, no Instituto Affonso Ferreira o uso destes materiais. Na época, era mais usado e conhecido o método de fixação das fraturas por meio de placas e parafusos. Eventualmente o uso dos pinos se tornou mais popular e hoje, certamente são muito mais usados.

Baseado na sua experiência e em conjunto com os outros membros do Instituto Affonso Ferreira, adaptou técnicas conhecidas com o uso de distratores e desenvolveu a técnica de alongamento em “Z” utilizando, nos últimos anos, enxertos sintéticos e de banco de ossos além de células tronco retiradas do osso ilíaco do próprio paciente, preenchendo com isto o espaço criado intra-operatoriamente e facilitando a formação do novo calo ósseo.

Mais recentemente os membros do Instituto Affonso Ferreira foram pioneiros, no Brasil, no uso da técnica de alongamento ósseo utilizando os pinos intramedulares tipo ISKD, hoje o “Padrão Ouro” dos sistemas de alongamentos ósseos, provavelmente “enterrando” definitivamente o uso dos fixadores externos, principalmente nos casos de alongamentos estéticos.

A Cirurgia Para Casos Estéticos

Geralmente a hospitalização é de apenas 2 dias. Há necessidade porém de permanecer em Campinas ou imediações por um período aproximado de 6 semanas no pós-operatório.

O alongamento ósseo se dá à razão de 1 milímetro por dia. A recuperação total, para voltar à vida esportiva é de 3 dias por milímetro alongado, em média.

Os custos não são cobertos pela grande maioria de convênios, por ser uma cirurgia estética. Os valores são variáveis e dependem de avaliação clínica e radiológica.

A deambulação (marcha) inicia-se no dia seguinte à cirurgia, com auxílio de andador e eventualmente muletas. As muletas poderão ser abandonadas na época do calo ósseo bem formado. A volta ao trabalho depende do tipo de trabalho e da evolução.

Alongamento em Z para casos estéticos

Embora esta técnica seja muito bem indicada para casos de extrema importância ortopédica, como sequelas graves de fraturas, ressecções ósseas decorrentes de tumores, etc, ela tem fator de morbidade intra e pós operatórias muito maiores do que o alongamento obtido com a técnica ISKD além de cicatrizes extensas, sendo assim contra indicada para casos estéticos.

 

Acompanhamento radiográfico de um caso:

1. Pré-operatório

Pré-Operatório

2 – Início do alongamento ósseo


Início do Alongamento Ósseo

3 e 4 – Evolução do alongamento ósseo


Evolução do alongamento ósseo


Evolução do alongamento ósseo

5 e 6 – Final do alongamento ósseo e início da formação do calo ósseo


Final do alongamento ósseo e início da formação do calo ósseo


Final do alongamento ósseo e início da formação do calo ósseo

7 e 8 – Osso reformado, atividade física irrestrita


Osso reformado, atividade física irrestrita


Osso reformado, atividade física irrestrita

Cicatriz em 23/11/10:

Cicatriz em 23-11-10