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Dor na Coluna Lombar

A dor lombar é um dos problemas mais freqüentes tratados por cirurgiões ortopedistas. Quatro entre cinco adultos irá experimentar este tipo de dor em algum momento de sua vida. Após o resfriado, os problemas derivados de uma dor lombar são as causas mais comuns para perdas de dias de trabalho entre adultos abaixo de 45 anos.

A coluna lombar é uma estrutura complexa que conecta a parte superior do corpo (incluindo peito e braços) com a parte inferior (incluindo pélvis e pernas). Esta parte importante da coluna proporciona mobilidade, que permite movimentos como girar e curvar, e força, que permite ficar em pé, andar e carregar. O funcionamento adequado desta parte do corpo é necessário para quase todas as ações do dia-a-dia. A dor nessa região pode restringir as atividades de uma pessoa e reduzir sua capacidade de trabalho e a qualidade do aproveitamento da vida diária.

Como a dor lombar é diagnosticada?

Muitos casos de dor lombar não são graves e respondem a simples tratamentos. Um ortopedista pode em sua própria clínica diagnosticar apuradamente e tratar de forma efetiva grande parte dos tipos de dores existentes. O paciente será questionado sobre a natureza dos sintomas e se sofreu algum ferimento. Ele também terá sua coluna e pernas examinadas. Para vários casos, não são precisos testes mais caros para realizar a avaliação inicial e o tratamento.

Se a dor é grave e não responde a tratamento ou se o paciente tem dor significativa na perna, alguns outros testes podem ser requisitados. Radiografias irão mostrar artrites e doenças de ossos, mas não tecidos moles como discos intervertebrais ou nervos. Para condições ou ferimentos que envolvam esses tecidos, a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética podem ser necessárias. Ocasionalmente, o escaneamento dos ossos pode ser feito para observar as atividades dos ossos e testes elétricos podem determinar se o problema na coluna causou lesões musculares ou em nervos.

Quais são as causas mais comuns?

A dor lombar pode ser causada por um número de fatores, desde ferimentos até os efeitos do envelhecimento.

Distensão e deslocamento – Os músculos lombares proporcionam força para atividades como ficar em pé, andar e carregar. Um deslocamento do músculo pode ocorrer quando este é pouco condicionado ou excessivamente utilizado. Os ligamentos dessa região interconectam os cinco ossos vertebrais e proporcionam estabilidade e apoio. Uma distensão pode ocorrer quando um movimento súbito e forçado lesiona um ligamento que se torna gasto ou fraco por um mau condicionamento ou abuso. Esses ferimentos são as causas mais comuns para dores lombares. Freqüentemente, uma combinação de outros fatores, como mau condicionamento, uso inapropriado, obesidade, ou fumo, pode aumentar a probabilidade de ferimentos ou doenças.

Os efeitos naturais do envelhecimento, principalmente na região lombar, são: osteoporose ou diminuição no volume de ossos; diminuição da força e elasticidade nos músculos e diminuição da elasticidade e força nos ligamentos. Embora não seja possível paralisar totalmente a progressão desses efeitos, eles podem ser retardados por meio de exercícios regulares, conhecimento da maneira correta de se erguer e movimentar objetos, alimentação apropriada e do não-consumo de cigarros.

Idade – O desgaste natural causado pelo uso diário e fatores hereditários causa mudanças degenerativas nos discos, conhecidas como doenças degenerativas dos discos e artrite nas pequenas articulações. Todas essas mudanças ocorrem em maior ou menor grau em todas as pessoas. Quando em grande escala, podem causar dores lombares e perda da mobilidade da região. Esporões de ossos e articulações inflamadas podem causar irritação no nervo e dores na perna. Ao envelhecer, quase todos desenvolvem mudanças na região lombar derivadas do desgaste do uso cotidiano, embora para muitas pessoas cause pouca dor ou mínima perda de função.

Osteoporose e fraturas – Todos os ossos perdem força com o passar do tempo e a vértebra lombar, particularmente em mulheres que já passaram pela menopausa, pode fraturar ou ficar comprimida devido à queda ou até mesmo pelo esforço de carregar algum material ou atividades diárias.

Hérnia de disco – O disco é composto de um centro macio ou núcleo, que em crianças e adultos jovens é gelatinoso. O núcleo é cercado por uma porção exterior mais resistente chamada anulus. Com o envelhecimento, o núcleo começa a ficar semelhante ao anulus. Durante a meia-idade, fissuras ou quebras podem ocorrer no disco, ocasionando dores nas costas. Se a quebra estender para fora do disco, o material interno pode se espalhar ou se romper, configurando-se uma hérnia de disco. Se a protuberância pressionar o nervo, pode causar dores na perna.

Qual é o melhor tratamento?

A maioria das dores lombares pode ser segura e efetivamente tratada, seguindo exame feito por médico ortopedista, um período de modificação de atividade e alguns medicamentos para alívio da dor e diminuição da inflamação. Embora um breve período de descanso possa ajudar, muitos estudos mostram que atividades leves aceleram a cura e a recuperação, tornando-se desnecessário para paciente descontinuar todas as suas atividades, incluindo o trabalho. Em vez disso, é possível ajustar a atividade sob a supervisão de um ortopedista. Algumas técnicas de fisioterapia (cinesioterapia, Escola de Postura) têm mostrado bons resultados no alívio da dor e na prevenção de novos episódios.

Quando a cirurgia é necessária?

O tratamento da maior parte das dores lombares, quer sejam agudas ou crônicas, não requer cirurgia. A razão mais comum para cirurgia nessa região é para remoção de hérnia de disco quando causa dores no nervo e na perna, não respondendo ao tratamento. Algumas condições de artrite da espinha, quando fortes, também podem causar pressão e irritação no nervo e quase sempre podem ser melhoradas por meio de tratamento cirúrgico.

O que é a região lombar?

A região lombar é uma complexa estrutura de vértebras, discos, raízes nervosas. Existem:

- Cinco ossos chamados vértebras lombares – dispostos um após o outro, conectam a espinha superior à pélvis;
- Seis absorventes de impacto, chamados discos – atuam tanto como amortecedores como também estabilizadores para proteger as vértebras lombares;
- Raízes nervosas – os “cabos elétricos” que se estendem por um canal central nas vértebras lombares, conectando o cérebro aos músculos das pernas;
- Pequenas articulações – permitem movimentos funcionais e proporcionam estabilidades;
- Músculos e ligamentos – proporcionam força e ao mesmo tempo apoio e estabilidade.

Prevenção

Os efeitos normais do envelhecimento, que resultam em redução da massa do osso e redução da força e elasticidade dos músculos e ligamentos não podem ser evitados. De qualquer forma, os efeitos podem ser retardados das seguintes maneiras:

- Realizar exercícios regulares para manter fortes e flexíveis os músculos que apóiam as costas;
- Usar de técnicas corretas para levantar materiais e se movimentar. Vale lembrar que é indicado solicitar ajuda se um objeto é muito pesado ou tem um tamanho diferente;
- Manter o peso ideal; quanto mais pesado, mais pressão é exercida nos músculos das costas;
- Evitar o fumo;
- Manter uma postura adequada quando ficar em pé e sentar-se. Evite posições de maneira relaxada;
- Manter os músculos flexíveis e fortes, com a prática regular de atividades físicas supervisionadas.