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A Cirurgia

Alguns detalhes devem ser esclarecidos antes da cirurgia:

HOSPITAL RECOMENDADO: Os riscos cirúrgicos, naturalmente, aumentam quando a cirurgia é realizada em hospitais onde o pessoal e os equipamentos utilizados não são adequados. Os riscos de infecção e luxações são maiores. Por isso, verifique com seu médico qual será a melhor opção.

ORTOPEDISTA: Procure um ortopedista mais treinado e experiente nestas cirurgias. Uma cirurgia mal feita aumenta as chances de complicações e diminui a durabilidade das próteses.

ANESTESIA: O anestesista deverá ser procurado alguns dias antes da cirurgia. Caso ele assim indique, outros especialistas clínicos deverão dar a opinião sobre os riscos anestésicos e cirúrgicos.

TRICOTOMIA: Quando necessária, a retirada dos pelos na região próxima à cirurgia deverá ser feita apenas dentro da sala de cirurgia. Deve-se evitar faze-la nos dias ou horas que antecedem o processo cirúrgico.

INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES

A artroplastia total do quadril é indicada para pacientes com dor incapacitante, grave, como resultado da destruição da articulação, que não respondam ao tratamento conservador: medicamentos, fisioterapia com exercícios para manter a amplitude de movimento e melhorar a força na articulação, redução de peso, modificação das atividades, uso de bengala, dentre outros.

A única contra-indicação absoluta para substituição total da articulação é a presença de infecção ativa localizada ou sistêmica. Têm sido descritas várias contraindicações relativas, obesidade, assim como a presença de fraqueza muscular grave ou paralisia em torno da articulação, como se vê na poliomielite. Contudo, a obesidade não parece causar efeito adverso nos resultados.

Por último, o paciente precisa estar psicologicamente preparado para possíveis complicações e para ser um participante ativo no programa de reabilitação ou o resultado poderá ficar aquém do esperado. A idade foi, até poucos anos, fator de contraindicação relativa, pois o jovem não tende a respeitar os “limites” da atividade física necessária, e a durabilidade das artroplastias totais do quadril era limitada. Hoje existem técnicas recentes que prometem menor limitação das atividades, sem comprometer a durabilidade.

RISCOS DA CIRURGIA

O conhecimento atualizado do tratamento para as complicações cirúrgicas ajuda a manter a saúde dos pacientes, assim como viabiliza cada vez mais o uso das próteses em longo prazo. A artroplastia total do quadril é considerada cirurgia de grande porte. Portanto, apresenta riscos. As técnicas de anestesia atuais, assim como a avaliação clínica pré-cirúrgica (exames solicitados) e os exercícios orientados têm por objetivo diminuir os riscos operatórios.

Apesar de seu médico estar tomando todo cuidado para que estes riscos sejam minimizados, eles podem aparecer! Por isso, comunique- o assim que perceber qualquer alteração importante prévia ou atual. A infecção é um dos riscos de qualquer cirurgia, podendo ocorrer em todos os hospitais, tanto no Brasil como no exterior. Caso ela ocorra, será tratada com antibióticos, drenagem simples ou até a troca da prótese. Se você apresentar o local cirúrgico inchado e vermelho acompanhado de febre, possivelmente haverá infecção da ferida. É recomendável uma avaliação do médico.

Uma outra situação importante de ser observada é quando sua perna fica inchada por inteiro, não melhorando mesmo com elevação do membro operado. Isto possivelmente indica doença tromboembolítica, ou seja, coágulos de sangue que se formaram nas veias de sua perna (por isso é importante realizar os exercícios orientados pelo fisioterapeuta!). Mesmo que os coágulos se formem, não causarão grandes danos se ficarem parados nas veias da perna. O organismo irá desfazê-los, usando apenas alguns medicamentos ou mesmo ficando internado por alguns dias para que não aumentem os coágulos. Porém, apesar da chance de sua ocorrência ser muito pequena (menor que 1%, principalmente entre 7 e 21 dias após a cirurgia) quando estes coágulos (trombos) se deslocam dentro da veia, passam a serem chamados de êmbolos, que se pararem no pulmão, poderão causar uma grande dificuldade respiratória, devendo o paciente permanecer em UTI (unidade de terapia intensiva). A permanência por tempo prolongado na cama poderá trazer outras complicações, sendo uma delas a pneumonia. Por isso, é muito importante tossir e expelir a secreção que fica acumulada no pulmão. O tratamento da pneumonia será com antibióticos e fisioterapia respiratória.

Outra complicação possível é a anemia pós-operatória, devido à perda de sangue durante o ato cirúrgico. O médico estará observando suas condições e dará o tratamento adequado, se necessário. A auto-transfusão de sangue pode ser uma opção. Ela não é obrigatória, mas tem vantagens próprias. Caso seja necessária a transfusão, você receberá seu próprio sangue, que foi retirado e armazenado antes da cirurgia,

diminuindo os riscos inerentes às transfusões de sangue vindos de banco de sangue.

Luxação da prótese de quadril

Luxação da prótese de quadril

A luxação (deslocamento da prótese) é uma das complicações possíveis após a cirurgia. Sendo a prótese constituída por dois componentes independentes entre si (do fêmur e do acetábulo), pode ocorrer o deslocamento entre eles. Você poderá perceber uma dor persistente, grave, na região medial (interna) do joelho, associada a encurtamento e/ou rotação externa, repentinos, da perna.

Algumas orientações serão dadas para que se previna a luxação da prótese nas primeiras semanas após a cirurgia. Também pode ocorrer paralisia, no geral transitória, do nervo que faz os músculos mexerem o pé, principalmente nos casos de maior dificuldade técnica para colocação da prótese ou mesmo nas revisões (quando o paciente vai trocar uma prótese já colocada anteriormente).

Você poderá ainda ter dores em outras regiões do corpo, devido às posições para andar ou repousar não usadas antes da cirurgia. Elas logo desaparecerão, assim que você voltar a apresentar uma postura mais adequada. Pode ser que você perceba, principalmente nos primeiros dias após a cirurgia, uma diferença no comprimento entre as duas pernas. No geral, esta discrepância de comprimento entre os membros inferiores se modifica com o passar do tempo decorrente das adaptações posturais e da própria prótese. Entretanto, pode ocorrer uma diferença permanente.

Outras complicações menos freqüentes poderão ocorrer, bem como complicações inesperadas. Mesmo assim, não se assuste! Você estará realizando uma série de exames pré-cirúrgicos, que tornarão os riscos menores e todos são passíveis de tratamento.