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Perguntas Frequentes Sobre Cirurgia de Quadril

Convencional e Recapeamento

1. Que tipo de implante para recapeamento o IAF está usando?
Estamos usando a Conserve Plus e a Corin.

2. Qual a diferença deste tipo de recapeamento em relação ao tipo Wagner?
Os maus resultados do recapemanto tipo Wagner foram causados principalmente pela má performance das superfícies articulares (metal x polietileno) ou (cerâmica x polietileno) e não pelo procedimento de recapeamento em si. O principal problema com pacientes jovens e/ou ativos era o desgaste do polietilen; especialmente no caso das próteses de Wagner, usando cabeça femoral metálica grande sobre polietileno fino da cavidade acetabular. O desgaste é aumentado por um fator de 4 x 10 .

3. Quantas cirurgias de recapeamento o IAF já fez?
Por volta de 130 (outubro 2008).

4. Vocês também fazem hemi-recapeamento?
Não. Eles eram feitos nos Estados Unidos até julho de 2007, pois o recapeamento total ainda não era aprovado pelo FDA. A cartilagem acetabular das pessoas jovens se desgasta rapidamente e as dores rescidivam, causando sintomas de osteoartrite.

5. Há quanto tempo o IAF usa o procedimento de recapeamento?
Desde Dezembro de 2005, usando o Conserve Plus e mais recentemente a Corin.

6. Desde quando vocês fazem artroplastia total de quadril?
Desde 1974, havendo feito alguns milhares delas, com diversos modelos, adaptando-os aos pacientes: para os mais velhos (75 anos ou mais) geralmente cimentada com superfície metal x polietileno. Ela é econômica e cientificamente testada e melhor. Para outros pacientes poderemos usar a não cimentado ou metal x metal. Até os 75 anos, usamos cerâmica x cerâmica, com o maior diâmetro de cabeça possível: 28 a 32 mm.

7. Há quantos anos é feito o procedimento tipo BHR ou Conserve Plus?
Este procedimento foi desenvolvido em 1996 – 97. O primeiro recapeamento metal x metal é de fevereiro de 1991, embora o uso de próteses metal-metal tenha já mais de 40 anos McMinn introduziu a BHR e Amstutz desenvolveu a Conserve Plus em 1995.

8. Quantos anos tem o paciente mais velho que o IAF já fez recapeamento?
Mulher de 75 anos, muito ativa. Enquanto a qualidade óssea for boa, o recapeamento poderá ser feito com sucesso.

9. Qual a expectativa de vida do recapeamento em relação às artroplastias totais clássicas?
Não sabemos. É apenas uma das possibilidades de se fazer durar mais de 10 anos em pessoas jovens e ativas. Se você não tiver osteólise (perda óssea) ou praticamente nenhum desgaste com o recapeamento metal x metal, ele poderá durar bastante. As articulações metal-metal de grande tamanho, do tipo tradicional, permaneceram válidas por mais de 30 anos. Se a atividade faz muita diferença no desgaste da prótese, isto ainda é questionável.

10. Qual a pior preocupação que um cirurgião deve ter ao realizar um recapeamento?
Fratura do colo do fêmur. Quando isto ocorre, há a troca da cabeça modular por uma prótese femoral com haste e cabeça grande. Na maioria destas cirurgias, no mundo todo, este tipo de complicação tem uma incidência de 1%.

11. Qual o risco de outras complicações eu poderia estar correndo?
Nada mais do que qualquer outro procedimento ortopédico ou cirúrgico: infecção, lesão nervosa, trombose e até morte… As chances de desigualdade de comprimento entre as pernas é bem menor do que nas artroplastias totais do quadril, clássicas.

12. Qual foi / é a história de maior sucesso?

13. O que poderá ser feito se o recapeamento não resolver o problema?
Uma artroplastia total de quadril, primária, convencional, poderá ser feita. Em casos raros uma revisão do próprio recapeamento ainda poderá ser feita. O procedimento necessário dependerá da razão para a revisão. Se a cabeça femoral tiver necessidade de revisão ela poderá ser substituída por uma cabeça grande sobre uma haste, acoplando-se no cup existente. Mesmo o cup poderá ser revisto, usando-se uma prótese imediatamente maior.

14. O que devo esperar da cirurgia e suas complicações, em caso de revisão?
Toda revisão, é lógico, não terá o mesmo resultado funcional da primária. O problema mais grave é a infecção, mas mesmo assim ainda haverá soluções para tal. Revisões são sempre consideradas como procedimento maior e mais difícil.

15. Qual o custo da cirurgia?
O custo de cirurgia dependerá do tipo de paciente, seu seguro, e a cirurgia em si (custo do implante, tempo de permanência, etc.)

16. Que tipo de acompanhamento será requisitado após a cirurgia?
Após o pós operatório imediato, controle em uma semana, fisioterapia por várias semanas. Controles em 30 dias, 3 meses, 6 meses e daí para diante uma vez ao ano exames clínicos e radiográficos.

17. Eu teria que me valer de um cirurgião local na recuperação?
Isto geralmente não é necessário, mas poderá trazer benefícios.

18. Se eu decidir fazer a cirurgia, quando poderia marcá-la?
Após a avaliação clínica e anestésica.

19. Quanto tempo para minha recuperação? Tempo com muletas ou andador, bengala, começo de exercícios normais?
De uma a duas semanas com andador ou duas muletas; uma a duas semanas com uma muleta ou mesmo uma bengala. O exercitar normalmente corresponderá a capacidade de cada paciente.

20. Posso tentar mandar as minhas radiografias por email ou pelo correio?
Você poderá enviá-las por email ou mandá-las para o consultório. Sedex funciona bem.

21. Quanto tempo depois do procedimento terei que usar muletas ou andado?
Normalmente funciona da seguinte forma: duas muletas ou andador deverão ser utilizadas, dependendo da necessidade, determinada pelo fisioterapeuta, ou seja, 4 a 6 semanas para uma artroplastia convencional ou revisão; uma a 3 semanas para recapeamento. Tudo, dependendo do paciente, é diferente. Num paciente jovem, as muletas ou andador poderão ser deixados em uma ou duas semanas; pacientes mais velhos (acima de 75 anos) com uma artroplastia total clássica, o tempo passará a 6 semanas O uso de apenas uma muleta se iniciará quando não houver dor importante. A muleta será totalmente abandonada quando o peso total sobre o lado operado for possível.

22. Como evolui o apoio sobre o membro operado?
É permitido peso quase total numa ATQ no primeiro ou segundo dia de pós-operatório. Normalmente não há diferença entre uma primária cimentada ou não cimentada. Nossa regra é: ou a prótese é imediatamente estável e peso total é permitido ou a prótese não é inicialmente estável e peso total NÃO é permitido. Isto acontece ocasionalmente em casos de revisão.

23. Quando posso sair da cama após a cirurgia?
Um dia após o recapeamento você poderá sair da cama e começar a andar. Uma prótese total de quadril clássica também é um dia. Já uma revisão grave poderá ser de 2 a 5 dias.

24. Quando posso iniciar peso total?
No dia seguinte a cirurgia de recapeamento e recomendável iniciar a deambulação. Numa artroplastia de quadril clássica e tb um dia, começando com duas muletas ou o andador. Mesmo num caso de revisão “FWB”, apoio total e permitido quando começam a andar.

25. Devo trazer minhas próprias muletas para o hospital?
Sim, é aconselhável muletas axilares.

26. São necessários exercícios de fisioterapia antes da cirurgia?
Somente em alguns casos; mas se possível. Eles promovem fortalecimento da musculatura, aumento da mobilidade articular do quadril e aprender a andar com as muletas. Isso poderá apressar na recuperação pos operatória.

27. Quão grande é a incisão da cirurgia?
Em uma artroplastia total de quadril clássica o comprimento da incisão e entre 8-15 cm, dependendo da dificuldade da cirurgia. (se for o caso de uma revisão ou obesidade do paciente). No recapeamento a incisao e maior, 15-30cm, por razoes anatomicamente técnicas (salvar a cabeca do femur). O tamanho da incisão não influencia na reabilitação pos-operatoria. Cirurgia minimamente invasiva não e aplicada em recapeamento. Esse tipo de cirurgia acarreta inúmeras complicações a curto prazo (17%). A colocação da prótese é frequentemente às cegas.

28. O tamanho da incisão influencia na recuperação?
Não, uma incisão maior não quer dizer que haverá maior estrago na estrutura muscular .Pelo contrário, caso necessite uma incisão maior para uma melhor exposição, a acomodação do implante poderá ser mais precisa . Mesmo com uma incisão de 30 cm você poderá andar bem após 24h.

29. Qual acesso vocês utilizam?
Nós sempre utilizamos o acesso póstero-lateral, por razões técnicas.

30. No que devo estar atento após uma artroplastia total do quadril?
O mais importante é que você dê oportunidade à cicatrização dos tecidos moles, para evitar o deslocamento (luxação) da prótese. O período mais crítica é durante as 6 primeiras semanas.

31. Quanto tempo deverei ficar hospitalizado?
Tudo depende do tipo de cirurgia, idade e condições do paciente. No recapeamento, pacientes jovens: de 2 a 5 dias; artroplastia convencional , pacientes ativos: entre 3 a 6 dias, pacientes mais velhos entre 4 e 7 dias. As revisões exigem tampo maior de hospitalização: de 5 a 10 dias, dependendo de tipo de cirurgia: substituição de um de ambos os componentes, idade do paciente etc. Pense também nas condições da moradia: refeição diária, escadas, ajuda no banho e troca de roupa etc.

32. Qual o tipo de anestesia utilizada?
Na quase totalidade das vezes anestesia geral, associada ou não a anestesia peridural ou raquidiana.

33. Quando os pontos deverão ser removidos?
Normalmente após 14 dias. Porém, na maioria das vezes é feita a sutura subcuticular com fios absorvíveis, que não necessitam ser removidos.

34. Quando necessito fazer uma artroplastia total do quadril?
A maior indicação é relativa à dor. Um cirurgião não deverá se basear nas radiografias para indicar a cirurgia primária. No entanto as revisões poderão ocasionalmente, ser indicadas baseadas na evolução radiográfica, independentemente da sintomatologia.

35. Quando você utiliza a prótese metal-metal ou cerâmica-cerâmica.
Em pacientes jovens usamos o recapeamento sempre que possível; caso não seja possível, tentamos sempre usar cerâmica-cerâmica. Nos paciente idoso, acima de 70- 75 usamos metal-polietileno. Nos doentes de meia idade usamos próteses variáveis de acordo coma atividade física e a capacidade econômica, pois as próteses com as superfícies que não se desgastam, ou se desgastam muito pouco (metal-meta, ou cerâmica – cerâmica), durando maior tempo para sua revisão, são muito caras e nem todos podem se beneficiar disto.

36. Qual é a importância da injeção de hialuronidase no tratamento da AO do quadril?
Ao contrário de que quando é feita no joelho, a injeção de hialuronidade no quadril é bastante intervencionista , pois há necessidade de hospitalização, uso do centro cirúrgico, controle com intensificador, anestesia local, custos bastante importantes e os resultados não justificam, na maioria das vezes.

37. Onde a dor está localizada quando eu sofro de AO no quadril?
A dor está, na maior parte das vezes na virilha, região da nádega, mas pode também ser referida a toda a coxa, coluna lombar e mesmo no joelho (algumas vezes até abaixo do joelho).

38. Qual tratamento é possível antes do recapeamento?
O tratamento sintomático existe; os analgésicos (paracetamos etc), antiinflamatórios não esteróides e a diminuição das atividades físicas. No entanto estes últimos recursos causarão perda da qualidade óssea qquando utilisadas pormuito tempo. O uso de glicosamina, condroitinas e hialuaronidade não têm comprovação científica suficiente para justificar o seu uso.

39. O quer dizer sinal de Trendelemburg?
O sinal de Trendelemburg se torna presente quando há sofrimento na região do quadril e se caracteriza por claudicação típica, parecendo o andar de um pato.

40. Pode-se operar os dois quadris ao mesmo tempo?
Numa AO bilateral, pode-se operar os dois lados no mesmo dia. Nossa experiência até hoje, não nos trouxe maiores problemas quando executado em pacientes saudáveis. A utilização da analgesia epidural contínua , no pos operatório, facilita este procedimento; no entanto o paciente deve ser saudável, não obeso e as condições do quadril não podem ser graves.

41. Devo usar calor ou frio?
Nós preferimos gelo, apesar de ambos aliviarem a dor. Ambos não podem ter contato direto com a pele, pois pode ser lesionada e até causar queimadura importante. Nunca durma com “calor” no quadril . Gelo pode ser utilizado várias vezes por dia: 20 minutos com 20 sem, num regime normal. Na primeira semana pos operatória não é recomendado o calor.

42. Devo tomar alguma medicação depois da cirurgia?
Remédios para dor se necessário, antibióticos injetáveis por 24 a 48 horas e antiinflamatórios não esteroides (ocasionalmente) para evitar ossificação hecterotópica.

43. Por quanto tempo minha perna ficará inchada e com dor?
A dor geralmente diminui rapidamente nos primeiros dias, mas desconforto pode continuar por mais algumas semanas. O inchaço é devido a alterações do retorno venoso e deverá gradualmente diminuir, mas poderá demorar uns dois meses antes de sumir totalmente. Mobilização, exercícios, meias elásticas e elevação ajudam bastante.

44. Que tipo de calçado devo usar?
Evite salto alto por alguns meses. Sem mais restrições.

45. Quando poderei subir e descer escadas?
Você devera aprender a andar, subir e descer escadas com a fisioterapeuta ainda no hospital alguns dias após a cirurgia individualmente.

46. Quando poderei dirigir?
Dirigir não é aconselhado até 6 semanas após uma prótese total de quadril.
Tudo depende da habilidade do controle dos movimentos sem dor da perna. No recapeamento é talvez possível dirigir após 2 ou 3 semanas.

47. Quanto poderei me exercitar e quando terei feito muito?
Evite excesso de exercícios. Estes com moderação são ate benéficos. Quanto mais ativo for o paciente, melhor, porem há limites. Muito exercício resultara em inchaço e dor na perna.

48. Quanto tempo poderei esperar para fazer a cirurgia?
O tempo dependera da situação clinica do paciente. Pacientes deverão decidir por dores insuportáveis ou muita dificuldade nos movimentos. O adiamento da cirurgia não compromete o resultado do procedimento. No caso do recapeamento, gostaria de mencionar que anti-inflamatorios a longo prazo poderá comprometer a qualidade do osso tornando-se impossível o recapeamento.

49. Quantas vezes poderá ser repetida uma revisão de quadril?
Enquanto houver osso, e ilimitado o número de vezes possíveis.

50. O que devo levar comigo para o hospital?
Muletas (se possível), medicamentos habituais, chinelos confortáveis, pijamas, produtos de higiene pessoal e toalha. Lençóis e cobertores são fornecidos pelo hospital.